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18 agosto 2016

Morre deputado estadual Professor Teodoro

teodoroO deputado estadual Professor Teodoro (PSD) faleceu, às 7h45 da manhã desta quinta (18), após passar mais de dez dias internado em estado gravíssimo em um hospital particular de Fortaleza. O parlamentar deu entrada na unidade hospitalar em virtude de forte pneumonia.
A saúde de Teodoro já estava fragilizada. Com 76 anos de idade, ele enfrentava problemas decorrentes de doenças como diabetes e câncer. Já tinha passado por cirurgias para ponte de safena, e tinha insuficiência cardíaca. Os primeiros exames realizados após internação, no último dia 7 deste mês, constataram que os rins do deputado estavam parando. Na Unidade de Terapia Intensiva, recebeu visitas de parentes e amigos, principalmente no último final de semana, quando se espalhou em redes sociais rumores de que ele havia morrido.
Professor Teodoro era suplente de deputado e seria efetivado após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) pela admissibilidade dos votos obtidos por José Rocha Neto, o Rochinha, na campanha à Assembleia na eleição de 2014, tirando o peemedebista Audic Mota da Casa.
O velório será realizado ainda pela manhã na Assembleia Legislativa do Ceará. Posteriormente, o corpo será levado para a Universidade Estadual Vale do Acaraú, onde também será velado. De lá, seguirá para ser sepultado na cidade de Reriutaba, local de nascimento.
Nascido em 28 de dezembro de 1940, José Teodoro Soares fazia parte de uma tradicional família política da região Norte. Seu avô, coronel José Theodoro Soares, fundou a então cidade de Santa Cruz do Norte, que se chamaria depois de Reriutaba.
Carreira política
José Teodoro Soares foi eleito deputado pela primeira vez em 2006 pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Nas eleições de 2010, ficou com uma vaga na suplência, assumindo o mandato em 2011 e se efetivando no final de 2012. Em 2014, voltou a ocupar a suplência, assumindo o mandato em 2015 pelo Partido Social Democrático (PSD).
Com trajetória ligada à defesa da educação, Professor Teodoro era membro das academias Cearense de Ciências Sociais; Sobralense de Letras; e de Letras dos Municípios do Ceará. Também já foi reitor da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), entre 1990 e 2006, e da Universidade Regional do Cariri (Urca), de 1987 a 1990. Atualmente Professor Teodoro era presidente da Universidade do Parlamento Cearense (Unipace) e docente da Universidade Estadual do Ceará (Uece).
Casado por 36 anos com a professora e escritora Maria Norma Maia Soares, que morreu em julho de 2014. Ela foi presidente do Movimento das Mulheres do Legislativo Cearense entre 2008 e 2014.
Fonte: DN

Broche da faixa presidencial é encontrado após abertura de sindicância

Depois de  instaurar uma comissão de sindicância interna para apurar o desaparecimento da faixa presidencial e, após encontrá-la incompleta, investigar o desaparecimento do broche de ouro 18 quilates com 21 brilhantes que a adornava, a Presidência da República divulgou hoje (17) uma nota informando ter encontrado o objeto “embaixo de um armário do Cerimonial”.
A faixa já havia sido encontrada após o anúncio de que sua localização não estava registrada no sistema. A princípio ela deveria estar em um cofre, mas acabou sendo encontrada no armário, mas sem o broche.
De acordo com o Planalto, a joia da faixa presidencial também foi encontrada na manhã desta quarta-feira por um funcionário da Casa. A procura pelos objetos teve início em julho, após levantamento de acervo feito pelo Tribunal de Contas da União.
“O objeto estava embaixo de um armário do Cerimonial. A Polícia Federal realiza perícia no local. A sindicância instaurada pela Secretaria de Controle Interno para apurar eventuais desaparecimentos de itens do patrimônio da Presidência da República segue em curso. O prazo para conclusão da sindicância é de 30 dias, prorrogáveis por mais 30”, informou a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República por meio de nota.

Julgamento do impeachment começa dia 25; Dilma se defende no dia 29

Karine Melo e Mariana Jungmann – Repórteres da Agência Brasil
Após duas horas reunido com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e líderes dos partidos, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, definiu o rito do julgamento final da presidenta afastada, Dilma Rousseff, que será presidido por ele.
Pelo calendário, o julgamento terá início na quinta-feira, 25 de agosto, às 9h e, segundo estima o ministro, deve durar no mínimo quatro dias. Os dois primeiros dias serão dedicados à apresentação de questões de ordem e à oitiva das oito testemunhas arroladas. A acusação, que abriu mão de quatro nomes, vai apresentar apenas duas testemunhas, enquanto a defesa manteve as seis a que tem direito.
Fim de semana
Um dos pontos mais polêmicos na definição do rito do julgamento foi em relação à realização de sessões no fim de semana. Pressionado pelo grupo aliado ao presidente interino Michel Temer, que insistiu que os trabalhos continuassem no sábado e no domingo, Lewandowski que não queria sessões no fim de semana, fez uma concessão. Decidiu que, se for preciso, a fase de oitiva de todas testemunhas poderá se estender até a madrugada de sábado.
O acordo para suspender a sessão após a oitiva das testemunhas e a expectativa de que isso ocorra na madrugada de sábado, no entanto, trouxe preocupação aos senadores da base de Dilma. Para Lindbergh Farias (PT-RJ) não vai dar tempo de ouvir todas as testemunhas dentro do prazo estimado por Lewandowski e o julgamento deverá ocupar também o fim de semana.
“Nós fizemos uma conta e se 40 senadores perguntarem a cada testemunha, esses 40 senadores significam oito horas e meia [para cada testemunha]”, disse, contrariado. “Nós não queríamos que esse julgamento adentrasse o fim de semana. Do jeito que foi feito, tudo indica que vai adentrar sábado e talvez odomingo. Há uma pressão do pessoal da base governista, argumentando uma viagem do Temer para a China. Ora, julgamento de uma presidente da República não pode ser assim”, afirmou.
O líder do DEM, senador Ronaldo Caiado (GO), tem a mesma percepção de que não será possível aos senadores concluírem a oitiva das testemunhas antes do fim de semana. “Nós definimos o prazo final das testemunhas até a madrugada de domingo para segunda-feira. E na segunda a presidente terá todo o espaço para iniciar aqui, às 9 horas da manhã, o seu pronunciamento e as respostas a todas as perguntas formuladas”, prevê. Para Caiado, o mais provável é que o julgamento termine entre a noite de terça-feira e a manhã de quarta (31).
Oitiva de Dilma
Esgotada essa etapa, na segunda-feira (29) os trabalhos já seriam retomados com a oitiva da presidenta afastada Dilma Rousseff que, pela primeira vez, virá pessoalmente ao Senado se defender das acusações de que teria cometido crime de responsabilidade. Dilma terá 30 minutos para fazer sua defesa mas, segundo Lewandowski, esse tempo poderá ser prorrogado pelo tempo que for necessário.
A partir daí, o presidente do STF, senadores, acusação e defesa terão cinco minutos cada para fazer perguntas a Dilma. Não haverá limite de tempo para resposta da petista.
Ao final da participação da presidenta afastada, acusação e defesa terão uma hora e meia para debater o processo. Serão permitidas ainda réplica e tréplica de uma hora. Se a acusação não utilizar a réplica, não haverá tempo para a tréplica da defesa.
A partir daí senadores inscritos também poderão discutir o processo. Cada parlamentar terá dez minutos.
Na etapa seguinte, o presidente do Supremo lerá um resumo do processo com as fundamentações da acusação e da defesa. Dois senadores favoráveis ao impeachment de Dilma e dois contrários terão cinco minutos cada para encaminhamento de votação.
Após o encaminhamento, Lewandowski fará aos senadores a seguinte pergunta: "Cometeu a acusada, a senhora presidente da República, Dilma Vanna Roussef, os crimes de responsabilidade correspondentes à tomada de empréstimos junto à instituição financeira controlada pela União e à abertura de créditos sem autorização do Congresso Nacional, que lhes são imputados e deve ser condenada à perda do seu cargo, ficando, em consequência, inabilitada para o exercício de qualquer função pública pelo prazo oito anos?"
Votação
A votação será nominal, via painel eletrônico. Se pelo menos 54 dos 81 senadores votarem a favor do impeachment, Dilma será definitivamente afastada e ficará inelegível por 8 anos a partir do fim de 2018, quando se encerraria o seu mandato. Caso esse mínimo de votos não seja alcançado, o processo é arquivado e a petista reassume o mandato.

Gilmar Mendes diz que Lei da Ficha Limpa foi “feita por bêbados"

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse hoje (17) que a Lei da Ficha Limpa parece ter sido “feita por bêbados”. A frase foi dita durante sessão da Corte que analisa decisão sobre contas rejeitadas de prefeitos que são candidatos às eleições.
Mendes fez o comentário quando os ministros discutiam o alcance de decisão proferida na semana passada pelo STF e as diferenças técnicas entre contas de governo e de campanha. A Corte decidiu que candidatos a prefeito que tiveram contas rejeitadas apenas pelos tribunais de Contas estaduais podem concorrer ao pleito de outubro.
“Sem querer ofender ninguém, mas já ofendendo, parece que [a Lei da Ficha Limpa] foi feita por bêbados. É uma lei mal feita, nós sabemos disso. No caso específico, ninguém sabe se são contas de gestão ou contas de governo. No fundo, é rejeição de contas. E é uma lei tão casuística, queria pegar quem tivesse renunciado”, disse Mendes, que também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A Lei da Ficha Limpa entrou em vigor em 2010 e determina que as pessoas que tiverem as contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável ficam inelegíveis por oito anos a partir da decisão. A norma também impede a candidatura de condenados pela segunda instância da Justiça.
Na sessão da semana passada, o Supremo decidiu que candidatos a prefeito que tiveram contas rejeitadas apenas pelos tribunais de Contas estaduais podem concorrer às eleições de outubro. De acordo com o entendimento da Corte, os candidatos só podem ser barrados pela Lei da Ficha Limpa se tiverem as contas reprovadas pelas câmaras municipais.  

TCU determina bloqueio de bens de empresas e ex-dirigentes da Petrobras


Sabrina Craide - Repórter da Agência Brasil

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou hoje (17) o bloqueio de bens do ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli e de ex-dirigentes da empresa. Também foi determinado o bloqueio de bens das empresas OAS e Odebrecht, bem como de executivos da empresa, incluindo o empresário Marcelo Odebrecht, preso na Operação Lava Jato.
O bloqueio de bens, no montante de R$ 2,1 bilhões, tem duração de um ano e tem como objetivo ressarcir a Petrobras de prejuízos com superfaturamentos em obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.
Segundo o ministro Benjamin Zymler, relator do processo, José Sergio Gabrielli sempre esteve ciente das “gravíssimas irregularidades” em curso no empreendimento, tendo negligenciado e se omitido de tomar as medidas cabíveis diante dos diversos apontamentos do TCU.
O TCU já havia determinado, em 2014, o bloqueio de bens de Gabrielli por causa deirregularidades na compra da Refinaria de Pasadena, no Texas (EUA).

Matéria alterada às 21h13 para corrigir o título. O TCU determinou o bloqueio de bens de ex-dirigentes da Petrobras, e não de dirigentes, como estava escrito.

João Paulo Oliver Cantado Paredes de Jorge e Mateus



Paredes



Despertador tocou, cadê o meu amor
Pra me dar o primeiro beijo do dia?
Na hora do café, cadê minha mulher
Que os meus desejos de cór sabia?

Eu tentei trabalhar, tá difícil concentrar
Fim de tarde é pior ao se por o sol
Ela me esperava com o sorriso estampado na cara
Hoje o dia tá passando, a saudade apertando
E eu sozinho nessa casa

Ah, se essas paredes não falassem
Ah, se o travesseiro não contasse
Todas as noites de amor
Que eu vivi com você

Ah, se essa cama não lembrasse
Ah, se esse espelho mostrasse, você aqui
Pra eu conseguir dormir

Ah, se essas paredes não falassem
Ah, se o travesseiro não contasse
Todas as noites de amor
Que eu vivi com você

Ah, se essa cama não lembrasse
Ah, se esse espelho mostrasse, você aqui
Pra eu conseguir dormir

15 agosto 2016

Divulgada data dos festejos 2016 de São Francisco, em Canindé

Canindé. A tradicional festa em homenagem a São Francisco de Assis, reverenciado como padroeiro deste Município da região central do Estado, acontece de 6 a 16 de outubro próximo. A expectativa é de reunir um número superior ao que visitou os festejos no ano passado.
A data foi divulgada pelo frei Marconi Lins, reitor do santuário franciscano, durante a missa do Perdão de Assis, celebrada no último dia 2. Frei Marconi também apresentou o cartaz que será usado no trabalho de divulgação.
A programação é composta com novenas, confissões, missas em diversos horários diariamente, além de batizados e uma apresentação da Via Sacra.
Este ano a festa terá como tema “Louvado sejas, meu Senhor, com todas as tuas criaturas” e o lema:“Dialogar com todos sobre nossa Casa Comum” (mensagem do papa Francisco). De acordo com a coordenação de comunicação do santuário, o cartaz tem sua inspiração no “Cântico do Irmão Sol”, em que São Francisco contempla a criação de Deus, trazendo os elementos da natureza, destacando a fauna e a flora da região Nordeste. A pintura é de autoria do artista Fabiano Chaves.
Como se trata de ano político, o santuário esclareceu que a data foi cuidadosamente escolhida para que não coincidisse com a vigência do período eleitoral.

Fonte: DN

PMDB e PT terão mais candidatos próprios nas capitais do que em 2012

O PMDB tenta aproveitar o impulso da chegada ao poder com o presidente interino, Michel Temer, para ampliar sua força nas maiores cidades do país nas eleições deste ano. Por isso, aumentará em um terço o número de candidatos a prefeito em capitais, em comparação com a disputa de 2012. Será a maior representação desde 1996.
O PT é o partido que disputará eleição em mais capitais, mas o que o move é outro objetivo. A legenda lançou nomes, mesmo com poucas chances de vitória, para garantir espaço no horário eleitoral e defender suas bandeiras, forma de amenizar o desgaste sofrido nos últimos anos com os escândalos de corrupção.
Entre as três maiores forças políticas no país atualmente, o PSDB é o único que reduzirá as campanhas em capitais. Após o resultado conquistado na eleição presidencial de 2014, o partido pretendia aproveitar o sentimento antipetista para ampliar suas fronteiras na eleição municipal. No entanto, não conseguiu viabilizar nomes competitivos e preferiu ser vice de candidatos de outras siglas em muitas cidades.
Em Fortaleza, das três siglas, somente o PT terá candidatura própria, e em chapa pura. A ex-prefeita Luizianne Lins vai tentar voltar ao poder da Capital cearense ao lado do seu vice, deputado estadual Elmano Freitas, que concorreu ao cargo majoritário em 2012, quando os petistas tinham a intenção que ele substituísse Luizianne. PSDB e PMDB fecharam acordo com Capitão Wagner, do PR, que terá como vice, o peemedebista Gaudêncio Lucena.
Sinal do apetite peemedebista, o partido entrará em campo nesta semana — a campanha eleitoral começa terça-feira — com mais postulantes a prefeito do que o PSDB em capitais. Serão 16, enquanto o PSDB terá 13 e o PT, 19. Em 2012, eram 12, 18 e 17, respectivamente. O PMDB que, nos últimos anos foi uma força auxiliar no plano nacional, manteve seu poderio nas pequenas cidades; agora investe em candidaturas fortes em grandes capitais.
Uma consequência do desgaste do PT para esta eleição é a dificuldade de fechar apoios. Em Fortaleza e João Pessoa, os candidatos petistas farão campanha sem aliados. O secretário nacional de Organização do partido, Florisvaldo Souza, diz que a pulverização de candidatos é um fenômeno nacional este ano. “Há uma tendência de mais candidaturas próprias de todos os partidos em função da conjuntura política”.
Para o cientista político Fernando Abrucio, professor da FGV, o afastamento de Dilma deu força ao projeto que o PMDB vinha preparando desde o início do segundo mandato da petista. Na visão do especialista, a expansão de candidatos do PT é uma tentativa de renovação interna. “Mais importante do que ganhar, o que parece pouco provável para o PT, é começar um processo de reconstrução, que pode durar alguns anos” avaliou o cientista político.
Com informações do O Globo.
Fonte: Ceara Agora